domingo, 2 de abril de 2017

PARCIMÔNIA


Sofremos todos os dias com a pressão! A pressão da responsabilidade, a pressão de fazer sempre tudo correto, a pressão de sermos perfeitos em nossas atitudes, em nossas falas; sofremos a pressão para sermos um bom profissional, para passarmos em uma boa faculdade ou universidade; para sermos um dos melhores alunos, quiçá, o melhor (sempre!); sofremos pressões para escolhermos coisas, rotas, metas, destinos; somos obrigados a pensar que tudo é complicado; sofremos pela pressão da ansiedade.
 
Sofremos porque nos permitimos sofrer. Sofremos com a pressão porque nós mesmos nos colocamos como algozes de nossas próprias vidas. Fortalecemos o poder que a sociedade cria em nossas  cabeças. Tudo está aqui (em nossas mentes). O mundo real está pronto! Por que criamos situações que não existem?! Há pressões que não existem... Há histórias que não são reais... Por que complicamos tudo?!

Saber olhar o mundo de maneira parcimoniosa é um desafio. Descomplicar o que parece impossível é quase impossível... Mentira!!! O sistema quer que sejamos complexos, doentes, que tenhamos várias das doenças psicossomáticas; o regime que rege as nossas vidas é quem nos dita! Não vemos, mas temos dentro de nós um comandante - o nosso próprio subconsciente! - O qual está contaminado pelas exterioridades (cuidado!).

Olham por nós. As florestas, os animais, as relações humanas, os trabalhos, as energias, a atmosfera... Tudo é visto por nós; alienamo-nos. Deixamo-nos ser alienados. Por isso vemos tudo de maneira acelerada, tudo precisa ser feito em menor tempo, a competição nos molda, as riquezas materiais e humanas nos circundam; deixamos de lado a visão periférica, deixamos de lado a nossa imensa capacidade de pensar, refletir (poxa, cara, somos animais extremamente inteligentes, temos o sarcasmo como característica singular em nossos genes. Cadê a nossa capacidade de dizer "NÃO" ao sistema e descomplicar as coisas que nos foram feitas, que foram pensadas para nós?! Cadê?!...).

Muito complicado tirar o vício do conforto; o vício do ego; o vício do próprio vício... Muito triste termos em mãos a resposta para sairmos de um dos mais céleres poços: a alienação, e não termos pra onde ir, pra onde olhar; ou não termos forças para enfrentá-las. Mentira!!! Temos sim forças e caminhos para tudo isso... Internalize a sua liberdade; inspire o ar puro de verdade; cuspa no chão esse gosto amargo do sistema; ouça esse Reggae; livre-se do estresse - cara, esse é o sistema! Seja diferente. Olhe a sua essência dentro do que tange a sua autenticidade e refute a clemência do usual - o usual é o sistema. Saia dele!

O mundo irreal somos nós quem criamos; as pressões, os subterfúgios,  somos nós quem inventamos... Aliás, somos ótimos em construir, já parou para pensar?!... Construímos histórias ao passo que destruímos outras, nada mais é perene; nada mais dura... Nada mais existe com estancas fortes suficientes para se perpetuar... Nossas relações são líquidas, nossos gostos são líquidos; nossas vidas, simplesmente, derretem em nossas mãos, e tudo por conta da pressão que deixamos nos atacar; que nos deixamos contaminar (nosso subconsciente capta toda e qualquer informação externa - acredite!), e depois temos eternos pesadelos, vários, e sem nenhuma desculpa plausível para vencê-los. Não há motivo para sofrermos tanto, a vida é só esta (uma apenas), o seu destino é só este; o cume da sua vida é este que você cria; as historietas são fadadas do que nós mesmos moldamos, então... ouça-se mais, reflita mais; a parcimônia pode ser uma saída interessante.


Nenhum comentário:

Postar um comentário