sábado, 25 de março de 2017

SILHUETA




A silhueta se mostrava
Disparava-se de um ardor
Um tremor de energias palatáveis 
Era insano vê-la [Quem?]
A silhueta.
Dissolvia-se
[Suas asas?]
...
Detinham-me em sôfrego
Cair-me-ei a alguns passos até te rever
Seria amor? [Por quem?]
Pela silhueta.
Real e indolor? [De quem?]
De todos nós.
O amor que nos consumia era fogoso
Soletrava-se em pétalas de tulipas
[Estrangeiro; o era]
...
E no mesmo instante, via-te desfalecer
Transtornei-me! [Por quê?]
Por causa da silhueta.
Ecoei um zunido utópico 
[Imaginário; o era]
...
Pude ver o quão sedentário
[Éramos] para aquele sentimento
Que nem ousávamos classificar
Um ponto de morte era construído
Tudo, sorrateiramente, embebido
Fuja! Fuga! Fujamos! [De quem?]
Do amor.
...
A silhueta já não acalentava minhas mãos
Enrubescia-me, mas sem expressão
Cair-me-ei paulatinamente naquele caos.
 

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