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Ao próximo... Amor?

Sentir-se de um jeito inexplicável
Farejar a dor alheia e saber acalentá-la
Pousarem em teus braços traumatismos de uma vida
Dar-se ao máximo para entender o próximo.

Viajar com o outro nos pecaminosos caminhos
Que a vida nos faz percorrer às entranhas
De uma inconsciência cheia de turbulências
Que, portanto, embebeda-se em melancolia.


Ouvir! Pleitear um sorriso, mesmo que inconstante
Auxiliá-la na mente abobada
Cair e se levantar junto à ela
Mesmo que o tombo pareça mais de um penhasco [desvairada!].

Cativar aquilo que não lhe foi dado importância
Farejar os sonhos sem nenhuma esperança
Acreditar que com muita ousadia
Haja, sim, mágoas; mas há calmaria!

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