quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Toda pétala tem seu botão

Quando uma pétala de uma rosa se desprende e voa livre, conduzida pelo vento... Esta pétala encontra obstáculos; dependendo do percurso, sua integridade é colocada em risco.
A espera de um grande amor também acontece da mesma maneira.
Aguardamos os olhos de alguém; sempre estamos a esperar aquele ou aquela que nos encontre com o olhar. Somos pétalas soltas, drapejando-se aos rumores das ventanias e tempestades, a fim de encontrar uma rosa, em que sua parte se completará ao ser novamente aderida ao eixo floral... Somos pétalas que flutuam, indo de um lado a outro, procurando uma pousada, um destino.
Olhamos para os olhos das pessoas com o intuito de encontrar, ali, um amor, uma oportunidade para reascender o sentimento que vive por aí em busca de um correspondente.
No piscar dos olhos, sentimo-nos capazes de recomeçar, de lutar por alguém que nos mereça, que nos faça felizes, e que o sentimento que os envolve seja recíproco.
Recíproco... Palavra de imenso valor, mas que encontra-se perdida em meio a tantos desgastantes circunstâncias da vida atualmente... No entanto, é o que todos querem, um sentimento que seja válido tanto para você quanto para a pessoa que se ama.
A pétala continua voando, mudando de lado, até mesmo de direção, tentando pousar, tentando achar um estacionamento; porém, não provisório; um estacionamento que a alimente por toda a vida, que dali em diante traga-lhe conforto, carinho, paz e muito amor.
Ela sonha... A pétala devaneia uma rosa em que se possa pousar e viver ali pelo resto de sua vida.
Ela deseja uma estadia longa, sem data e nem hora para voltar.


Photo By Bruno Silva

Mesmo que uma pétala não consiga se prender novamente à rosa que a deu origem, ela tem a capacidade de se unir a outras, pois o amor é a união perfeita, e cada uma tem seu botão.




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