sábado, 6 de dezembro de 2014

Desvairado na madrugada

Três e meia da manhã
Um trem ecoava aos meus ouvidos
Num repleto freio sem destino
Zunia a campainha dos perdidos

Já não era mais que tarde na estação
E uma abelha a cantarolar nas alfazemas
Batia asas coloridas
Era uma abelha ou uma borboleta?


Um pó de pirimpimpim
Caiu-me no colo ofuscado
Levantou-me do deito colado
Efervesceu o sangue das trincheiras
Como a Segunda Guerra Alemã

Será que era real, ou um sonho da corda e o rolimã?
Só sei de uma coisa,
Eram três e meia da manhã.



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