segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O desespero de um indeciso [coisa do autor]

O desespero de um indeciso


Quando eu poderei ser realmente feliz? Me faço esta pergunta todos os dias, encontro obstáculos, o medo, talvez, é o pior deles... Covarde? Será que sou covarde? Sim, acho que sou. Tenho medo de abandonar o que tenho, o que não me traz a verdadeira felicidade, para buscar a minha alegria. Hoje eu sei que a minha alegria não se encontra no que faço, e cada dia tenho mais certeza disso, queria poder voar, flutuar, experimentar vários mundos e decidir-me naquilo que eu realmente quero, naquilo que eu realmente sou. Mas não, vivo nesta condição banalizada, em que eu me banalizo, me exilo, me faço refém. Tenho consciência disso, mas todas as vezes que eu penso em mudanças, calafrios me atingem as vértebras, o famoso medo vem à tona, algo inexplicável. Eu queria, juro, queria muito mudar, mas percebo que é algo que não consigo controlar, não tenho condições psicológicas, não tenho condições de motivação, aliás, nunca tive motivação de alguém para nada, sempre tive que lidar com tudo sozinho, lutar sozinho, viver sozinho, portanto, viver só é triste e nos deixa em dúvidas do que escolhemos para nossa vida, do que fizemos com nosso futuro, do que irá ser feito caso continuemos neste caminho que ainda me traz a tal infelicidade.
Lutar, lutar, lutar... É um ritmo uníssono que ouço de várias pessoas, na verdade, de todas, que lutar trás a recompensa. Não vou dizer que não acredito nisso, mas que lutar por algo que não lhe traz a verdadeira felicidade, não vale a pena, não vale o esforço, não vale... Pois sei que mesmo lutando constantemente, veemente por algo que não deseje, estarei um dia infeliz comigo mesmo, e me deitarei sobre meu travesseiro sabendo que tudo que eu vivi até então de nada valeu a pena.
A vida é única, a vida é uma única passagem, por isso devemos fazê-la única, intensa, inesquecível à alma, inesquecível às almas que estiveram conosco, inesquecível a todos, inesquecível ao nosso mundo, no mundo em que vivemos, deixando a nossa experiência, em que na memória de cada um esteja a convicção de que vivi bem, vivi feliz, realizei aquilo que queria e pude distribuir amor, paz e alegria a todos com o quais convivi intensamente minha insana e maravilhosa vida.


Viva!
Um desenho meu!

2 comentários:

  1. esse texto é meio que um espelho meu também

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    1. Ah, meu caro, as indecisões são onipresentes em nossas vidas, o que fazer com elas? Eu não sei, será que enfrentá-las? Ou aprender a conviver com elas? ... De todo modo, fico imensamente feliz por ter se identificado com algo que publico aqui, são palavras que surgem do mais puro estado do autor, acredite. Abraço.

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