terça-feira, 15 de março de 2016

Já elogiou alguém hoje?


Já elogiou alguém hoje? Supostamente, sua resposta será um "não". No entanto, se eu te perguntar, já julgou alguém hoje? Contrariamente, sua resposta será um "sim". A probabilidade de julgarmos mais algo ou alguém do que elogiarmos, é muito maior.

Talvez você não tenha entendido ainda a ideia central deste texto; mas, fique tranquilo (a), explicarei. 
Ao acordar, normalmente como eu faço, busco meu chinelo, procuro por ele, tento ver onde o coloquei quando me pus a deitar. Assim que o acho, saio e me deparo, quase que sempre, com minha mãe já pronta para a vida, e aí surge-me a instantânea pergunta: "Onde a senhora vai vestida desse jeito?". Ela me olha estranho, como se eu não devesse, àquela hora, fazer uma pergunta daquelas, e segue pondo meu café. Ao mesmo tempo que a recrimino ou a balbucio palavras que mais parecem um desaprovamento advindas de um julgamento, minha mãe libera um olhar sinistro e meio ofuscado aos meus e eu a olho intensamente. Ela retruca: "E isso é hora de acordar?". Nos mantemos calados. 
Viu?!... Julgamos ambos. Os dois, por motivos até então desconhecidos, julgaram-se. No entanto, isso não cabe apenas às relações humanas, costumamos julgar tudo o que vemos, seja um ser animado ou um objeto decorativo, por exemplo.
O julgamento me parece ser intrínseco do ser, o fazemos sem ao menos perceber que estamos de fato o realizando. Quando caminhamos pelas ruas de nossa cidade, onde vivemos e já, por obséquio, tenhamos lúcido em mente as pessoas que nos cortam as vistas, realizamos o julgamento de como a pessoa está falando, de como está andando, do jeito que ela para ou ri, julgamos seus traços; muitas vezes há julgamento da própria vestimenta que tal "fulano" está usando naquele dia - talvez este último seja o mais comum.
Contudo, o pior julgamento que fazemos é aquele que realizamos quando não sabemos, de fato, o que está se passando com o ser a quem estamos julgando. Isto é, eu não sei da história e nem da vida de uma determinada pessoa e nada o que a cerca, mas julgo-a; tenho um fatídico momento de reflexão das suas ações (neste caso, soam-me pensamentos negativos a respeito dela). O fato daquela não ter feito algo que você, talvez, esperava, ou que você estava torcendo que ela fizesse, é um dos motivos mais óbvios para você julga-la de maneira negativa e já, daí a diante, montar uma imagem a este respeito sobre ela. Enfim, este julgamento sem precedentes é o típico julgamento do indivíduo que não sabe que cada ser é único em sua esfera, que cada um possui uma atmosfera que o rodeia e, que nesta, há problemas do dia a dia e, até mesmo, da vida toda, que estão deliberadamente inseridos. Fazer algo, ou deixar de fazê-lo, pode ser um indício que de alguma coisa não está bem com a pessoa a quem se esperava algo; ou então, é simplesmente uma oportunidade para você, que estava julgando os atos alheios, de ir até o indivíduo e pergunta-lo: "Está tudo bem?". Isso seria muito mais válido que ficar no seu mundo, julgando sem precedentes, o que um ser, assim como você (ser humano), fez ou deixou de fazer.
Na vida a gente entende que as pessoas precisam exercitar mais o lado da prospecção, aquele relacionado ao elogiar, expor mais o falo auspicioso bom das pessoas que os cercam, do que simplesmente julgar sem ao menos entender o que se passa no interior de cada um.
Se você, hoje, acordou e ainda não elogiou alguém, o faça assim que terminar de ler este texto, deixe de lado suas críticas sem fundamentos, passe a ver o lado bom que há em tudo que o cerca, deixe de pensar no "por que fulano é assim", e pense no "por que eu estou julgando ele assim?!"... Saía fora do que você acha certo ou errado e passe a ver o mundo como algo pluri, onde há "pluripensamentos", "pluriculturas", "plurigostos", "pluritendências", "pluriideias", "pluriuniversos"! Você, com certeza, não é o único que tem problemas e que precisa tentar resolvê-los todos os dias.


Se você gostou do texto acima e se sentiu atingido, diga aqui nos comentários, faça sua parte! Mas lembre-se, elogie mais! ;)

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