sexta-feira, 11 de março de 2016

Encostado ao vento

Imagem retirada de: https://depoisquetudoaconteceu.files.wordpress.com/2013/07/tumblr_lvwpnuviyz1qgo4xho1_500.jpg


O vento me atinge as costas
Estou sentado em frente à máquina
Pensando, deveras, em minha vida
Olhando uma tela em branco
Sentindo coisas desorganizadas
Tentando pô-las no seu devido lugar.

O vento que me atinge as costas
É o mesmo que me atinge os olhos
O mesmo que me refresca as pernas
É uma sensação boa em meio ao turbilhão
A cura incerta do meu algoz
E os sentimentos aqui permanecem.

A brisa do vento podia me levar as dores
Das costas, do meu ser, do meu medo, do meu cerne
Estou aquém de uma realidade 
A qual está fragmentada em pedados excêntricos,
São estranhos e cheios de maldizeres introvertidos
Esquisitos, medonhos, balbuciam sons e eu não os ouço.
Sofro...

O vento que me transborda de emoção, traz-me alívio
Mas não consigo realizar a fusão paisagística
Não consigo olhar o meu eu e entender
Nem mesmo ver ou me ouvir; ou, até mesmo, sentir.
Tudo pode parecer tão escuro e retrógrado, 
No entanto, tenho certeza que a fossa é mais escura
Tudo nela é, a priori, o mais baixo nível
Bom, isso é o que eu penso...


Obrigado por ler até aqui!! 

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