segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Racionalidade Versus Subconsciente & o AmOr

Não sei se entro em contato, ou se espero o contato. Às vezes estamos a desejar alguém; isso é comum. Não escolhemos por quem gostamos, por quem nosso coração ousa disparar. É... o coração é algo realmente complicado. Ou melhor, o coração é muito simples, é uma bomba com dois átrios e dois ventrículos que nada mais tem a função de bombear sangue diante as valvas de irrigação. Porém, isso se torna complexo quando uma coisa chamada SENTIMENTO o consome. É algoz? Não sei... Mas o amor, que está atrelado ao coração, apesar de ele não sentir nada além da pulsação sistêmica e quem estar realmente envolvido com isso ser o cérebro, é o sentimento que complica tudo. Digo que - em tudo - vivemos numa dicotomia: o racional e o sentimental. São, sim, diferentes. Enquanto que o racional te diz para esquecer aquele amor que nunca daria certo; o sentimental idealiza um romance épico que, também, seria utópico; no entanto, insiste em contradizer o primeiro, porque ele (sem motivo, ou razão) é mais forte. O subconsciente é estupidamente marcante em nossas vidas e, às vezes, nem damos conta que ele está aflorado, pronto para denunciar e acabar, de uma vez por todas, com todas as certezas que a racionalidade tenta nos impor.

Em vão... Pensar na pessoa que se ama, sonhar com aquele rosto, com  aquele corpo, com aquele sorriso, com aquela voz, com aquele jeito que só ela tem... É o subconsciente falando que a razão deve ser deixada de lado, porque, do contrário, uma reação em massa fervente te escalpelará e seu coração, por mais que longe de ser o representante da razão, sofrerá muito!
Digo isso me referindo ao amor escondido, ou ao amor não correspondido. Como assim, escondido? Às vezes escondemos um sentimento por alguém com medo da reação, talvez porque o receptor deste sentimento seja seu amigo ou amiga, e perder a amizade de alguém que se ama é sofrer por muito tempo. Talvez escondemos com vergonha desse sentimento, ainda mais se você for novo em senti-lo. Entretanto, escondemos, na maioria das vezes, por medo... Sim... Medo! E nada mais!
Não correspondido?... É uma condição triste do amor, já que depois que se passa pela fase do amor escondido e há a revelação do mesmo, existe dois caminhos simples em que ele poderá se guiar: ser aceito ou não! Simples assim! Quando ele é aceito, tudo se torna fantástico e uma emoção contagia seu coração, e tudo se torna um verdadeiro arco-íris, em que nem mesmo a tristeza mais poderosa do mundo te abate. Porém, quando ele não é correspondido, as penumbras te consomem e te tornam refém de uma câmara de gás que, mesmo imaginária, se torna onipresente, te massacrando e te fazendo chorando dias e dias. Terrível!
Portanto, quando o amor ainda está na fase de ser contado (ou seja, escondido), ou não foi correspondido, dúvidas surgem na mente; o coração quer falar mais alto que o cérebro, o qual torna-se símbolo da racionalidade, acabando-se por deixar clara a intensão da exaltação daquele amor.

Amar não é algo simples... O pior é amar alguém que nem sabe que você o ama, e ainda ter que mentir e fazer de tudo para tentar esquecê-lo, pois sua racionalidade diz que não vai dar certo, mas o subconsciente deixa claro que deve-se lutar pelo sentimento.




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