quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Numa cadeira rosária

Uma poesia para despertar os mais profundos sentimentos e reflexões. Sintam a personagem em busca do amor, idealizando um parceiro, a triste ilusão de uma carta de amor, dos dedos cruzados, rezando para que a vida lhe desse um romance real. Você está nesta situação?


Sentada numa cadeira
Nem alegre, nem triste
Uma lembrança, uma escolha
Olhava as palavras
Não as lia, só as observava.
Sentada numa cadeira
Nem feliz, nem melancólica
Um devaneio, uma recordação
Olhava as pestanas, 
Observava as mundanas
Tudo sem escrúpulo e mal ajeitado.
Sentada numa cadeira
Agora ela lia
Lia e entendia
Que o que seu coração mais queria
Era ler aquela linda carta de amor.
Sentada numa cadeira, 
Com um lápis na mão direita
Dois dedos cruzados na esquerda
Esperava o encantador e imaginário
Não era nem um príncipe rosário
Era mais um homem comum da serenata
Já em meio a mamata
Vivia pensando à ideia de...

Sentada numa cadeira de mentira
Nunca cheia de ira
Nunca cheia de esperança
Muito menos de desconfiança
Sonhava com um veemente romance.



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