Pular para o conteúdo principal

Insônia

Deito,
23:30
Olhos abertos
23:45
Verifico o despertador
00:05
Balbucio uma frase
Ele passa e vai
Mas as horas não perdoam
Esvaem em segundos
Acompanho com a face amassada
O Tic-Tac desenfreado
1:30
2:30
3:30

O olho começa a amarrar
Ele ainda não vem
Depois rodopio no ar
O xixi molha o lençol drapejado
Saio correndo me trocar
4:25
To quase desistindo
Aquela e muitas outras
Uma noite perdida
Vida, ó vida
O cansaço não basta?
5:45
Pronto
E o olho amarrando
O pé direito no chão
O outro trêmulo na fronha
As olheiras
Ridículas
Me fazem perder o emprego.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que dizer de João de Barro de Maria Gadú?

E o que dizer dessa música maravilhosa de Maria Gadú? JOÃO DE BARRO Todas as vezes que a ouço, deito-me em meus devaneios Alusões são infalíveis em minha mente As paixões ressurgem num compasso desenfreado As promessas se esvaem, nada mais me importa. Encontro-me deitado, numa palpável dor sem motivo Talvez uma loucura, uma insanidade de minha mente Me acarreta numa impassiva e contagiante melancolia Tudo isso acontece quando ouço esta música, Esta simples e maravilhosa canção  Que me deixa de queixo no  chão Que me fez até construir rimas, rimas estas Que expressam os sentimentos quando a ouço Mesmo que tamanha seja a dor... TODAVIA...

nÃo É nORmAL

O mundo está em desequilíbrio. O que você pensa sobre isso?

TAG: Doenças Literárias

Olá, pessoal, fui marcado esta semana pelo Blog  Chaleira Literária  para a TAG: Doenças Literárias, que se resume em escolher um livro que represente alguma das doenças que foram citadas abaixo. Vou contribuir. Vamos lá! Diabetes:  Um livro muito doce.